| Foi preciso esperar pelo último dia para se assistir a uma fuga vencedora. As equipas com sprinters tentaram fazer a junção aos corredores que seguiam adiantados, mas o esforço não foi suficiente para chegar aos nove fugitivos. Na recta da meta, Eisel destacou-se dos companheiros de aventura, cortando o risco três segundos antes do segundo e do terceiro classificados, Rui Costa (Benfica) e Celestino Pinho (Barbot-Siper), respectivamente. O camisola amarela, Stijn Devolder (Quickstep-Innergetic) chegou integrado no pelotão e sagrou-se vencedor da corrida. |
| As paisagens verdejantes e bucólicas do interior algarvio derrotaram o mau tempo, que também marcou presença, e inspiraram os bravos que partiram de Vila do Bispo para uma etapa bastante competitiva. O dia começou movimentado, havendo ataques e contra-ataques constantes de homens fortes e consagrados. Envolveram-se nas escaramuças iniciais ciclistas como Constantino Zaballa (LA-MSS), Tiago Machado (Madeinox-Boavista), Ruben Plaza (Benfica) ou Rui Sousa (Liberty Seguros). |
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| O pelotão, comandado pela equipa do camisola amarela e pela Astana ia respondendo e dando caça aos aventureiros. Na aproximação ao primeiro prémio de montanha da jornada, recomeçaram os safanões na cabeça de corrida. Ao longo da curta escalada de 2,5 quilómetros isolaram-se nove corredores: Bernhard Eisel (High Road), Rui Costa (Benfica), Diego Caccia e Félix Cardenas (Barloworld), Celestino Pinho (Barbot-Siper), Constantino Zaballa e João Cabreira (LA-MSS), Isidro Nozal e Koldo Gil (Liberty Seguros). |
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| No grupo principal, o azar perseguia o camisola amarela, Stijn Devolder e a sua equipa. Primeiro, Devolder tem um furo. Mais adiante, quando estavam percorridos 67 quilómetros, toda a Quickstep-Innergetic é vítima de queda. Apesar das contusões e de uma baixa - Davide VIgano -, o colectivo reintegra o pelotão. Os fugitivos foram somando vantagem, que ultrapassa os 4 minutos. |
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| Com o aproximar dos quilómetros finais, os escapados perderam terreno, mas a valia do grupo da frente impediu a absorção pelo grupo do camisola amarela. |
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| Feitas as contas, Hector Guerra (Liberty Seguros), na quarta posição, foi o melhor representante das equipas nacionais. Tiago Machado (Madeinox-Boavista), 15º classificado, foi o melhor ciclista português na 34ª Volta ao Algarve/Crédito Agrícola. |
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| Declarações dos protagonistas: |
| Stijn Devolder (Quickstep-Innergetic), vencedor da Volta ao Algarve: "Depois da queda foi difícil recuperar o controlo da corrida. Consegui manter a camisola graças ao trabalho da minha equipa. Estou feliz com este triunfo. É uma vitória importante, que dedico aos meus companheiros, após quatro dias de intenso trabalho. Foi uma corrida interessante, com alguns dias perigosos, mas, no geral, foi uma competição boa para preparar as clássicas. Depois das clássicas vou focar-me no Tour. Para mim foi bom vencer o contra-relógio e a prova, pois deu-me confiança. O Tour, sem dúvida, é o meu principal objectivo do ano ". |
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| Bernhard Eisel (High Road), vencedor da etapa: "Estou verdadeiramente feliz. Antes de vir para o Algarve vi o percurso e fiquei satisfeito. Este ano a qualidade dos sprinters era bastante superior e foi difícil vencer uma etapa. Acabei por ganhar no último dia. Ataquei pois vi que os meus colegas de fuga estavam cansados e decidi não levar o sprint até aos metros finais. Era o único que estava interessado na etapa, os restantes lutavam pela geral. Apesar disso, a colaboração entre todos foi óptima". |
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| Rui Costa (Benfica), melhor português na etapa: "O objectivo na Volta ao Algarve passava por ajudar o Ruben Plaza. Hoje deu para entrar na fuga, mas não para ganhar. Sabíamos que o Eisel é um puro sprinter e via-se que estava forte. O segundo lugar acaba por ser um resultado positivo. As sensações são boas mas não estou a cem por cento". |
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| Krasimir Vasilev (Palmeiras Resort-Tavira), melhor trepador: "A equipa trabalhou bem. Além da camisola da montanha, fomos a melhor equipa portuguesa na classificação colectiva e colocámos um corredor [Martin Garrido] no quinto lugar. Foi um desempenho que dá motivação para o resto da época". |
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| Antonio Cosme (Madeinox-Boavista), vencedor da classificação das metas volantes: "Estou satisfeito com o meu desempenho, porque permitiu que a equipa estivesse todos os dias no pódio". |
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| Classificações: |
| 5ª Etapa, Vila do Bispo - Portimão, 193,5 km 1º Bernhard Eisel (High Road), 4h49m36s |
| 2º Rui Costa (Benfica), a 3s |
| 3º Celestino Pinho (Barbot-Siper), mt |
| 4º Constantino Zaballa (LA-MSS), mt |
| 5º Isidro Nozal (Liberty Seguros), mt |
| 6º Koldo Gil (Liberty Seguros), a 6s |
| 7º Félix Cardenas (Barloworld), a 8s |
| 8º Diego Caccia (Barloworld), a 14s |
| 9º Marcel Sieberg (High Road), a 20s |
| 10º Javier Benitez (Benfica), mt |
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| Geral Individual: |
| 1º Stijn Devolder (Quickstep-Innergetic), 19h42m59s |
| 2º Sylvain Chavanel (Cofidis), a 22s |
| 3º Tomas Vaitkus (Astana), a 32s |
| 4º Hector Guerra (Liberty Seguros), a 33s |
| 5º Martin Garrido (Palmeiras Resort-Tavira), a 1m03s |
| 6º Jurgen Roelandts (Silence-Lotto), a 1m05s |
| 7º Pedro Romero (LA-MSS), a 1m06s |
| 8º Andreas Klöden (Astana), a 1m07s |
| 9º Ruben Plaza (Benfica), a 1m13s |
| 10º Markus Fothen (Gerolsteiner), a 1m18s |
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| Geral Colectiva: |
| 1º Astana, 59h12m54s |
| 2º Palmeiras Resort-Tavira, a 18s |
| 3º Cofidis, a 1m03s |
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| Pontos: |
| 1º Robert Förster (Gerolsteiner) 70 pts |
| 2º Tomas Vaitkus (Astana) 45 pts |
| 3º Bernhard Eisel (High Road) 33 pts |
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| Montanha: |
| 1º Krasimir Vasilev (Palmeiras Resort-Tavira), 26 pts |
| 2º Antonio Cosme (Madeinox-Boavista) 19 pts |
| 3º Celestino Pinho (Barbot-Siper), 11 pts |
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| Metas Volantes: |
| 1º Antonio Cosme (Madeinox-Boavista) 11 pts |
| 2º Celestino Pinho (Barbot-Siper) 5 pts |
| 3º Staf Scheirlinckx (Cofidis), 3 pts |
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| Combinado: |
| 1º Staf Scheirlinckx (Cofidis) 45 pts |
| 2º Constantino Zaballa (LA-MSS) 50 pts |
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3º Celestino Pinho (Barbot-Siper) 54 pts
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